Um impasse burocrático no Palácio Cidadania acendeu o sinal de alerta entre dezenas de famílias que enfrentam a luta contra o câncer em Rondonópolis. A Prefeitura Municipal alegou a existência de impedimentos legais para suspender ou não formalizar a renovação do acordo de cooperação financeira com a associação voluntária de apoio aos pacientes oncológicos, responsável por custear logística, hospedagem e transporte sanitário para centros de referência em tratamento de alta complexidade.

A justificativa apresentada pelo Executivo municipal ampara-se em vedações e restrições jurídicas — reforçadas pelo rigor da legislação eleitoral e pelas exigências do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) —, que imporiam obstáculos para o repasse direto de subvenções ou renovações de termos de fomento no atual momento do calendário administrativo.

Por outro lado, a paralisação dos recursos gera apreensão direta no público assistido. Para as famílias e pacientes que necessitam se deslocar semanalmente para hospitais especializados, a manutenção do convênio é considerada vital. A estrutura mantida pela entidade socioassistencial garante não apenas o deslocamento em vans e ônibus devidamente adaptados, mas também o suporte em casas de apoio que acolhem os rondonopolitanos durante os desgastantes ciclos de quimioterapia e radioterapia.

A alegação de entrave legal por parte da gestão municipal coloca o Poder Público sob forte pressão popular e política. Lideranças comunitárias e representantes dos pacientes cobram uma solução jurídica alternativa ou a adequação emergencial do plano de trabalho, sustentando que a continuidade do atendimento à saúde de pessoas em estado de vulnerabilidade extrema não pode ser interrompida por entraves burocráticos.