As réplicas do terremoto político provocado pela Operação Heritage continuam a desorganizar o tabuleiro eleitoral de Mato Grosso. O mais novo desdobramento atingiu em cheio o núcleo da pré-campanha de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado. Em decorrência direta dos desgastes e citações nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o bilionário acordo da Oi, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) abandonou a postulação ao posto de vice-governador e anunciou que retornará à disputa pela reeleição na Câmara dos Deputados.
A saída forçada de Garcia expõe a fragilidade da articulação governista e o tamanho do estrago causado pelo inquérito do Supremo Tribunal Federal nas fileiras do União Brasil e do Republicanos. O recuo estratégico do parlamentar busca blindar o palanque majoritário da exposição contínua do escândalo, mas deixa Pivetta sem a principal peça de sustentação política vinda da capital cuiabana.
A vacância no posto de vice desencadeou uma alucinante corrida contra o tempo nos bastidores do Palácio Paiaguás. Sem o nome de confiança de Mauro Mendes na composição direta, a cúpula da coligação passou a avaliar três opções de nomes alternativos para preencher a vaga e estancar a crise de representatividade que ameaça a tração da candidatura governista no eleitorado mato-grossense.
