Parece que a vizinhança entre Mato Grosso e Pará está precisando de um GPS que funcione para ambos os lados ou, no mínimo, de uma boa conversa de cerca. O deputado estadual Nininho decidiu que é hora de parar de olhar o mapa passivamente e convocou uma audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMT) para alinhar a estratégia do estado nessa disputa territorial que já dura mais que novela das nove. O objetivo é simples: garantir que Mato Grosso não seja “redesenhado” à revelia e que os marcos divisórios não sejam movidos pela conveniência alheia, enquanto o governo tenta blindar o território contra as investidas paraenses.
A reunião busca unir o discurso de técnicos, juristas e representantes do governo para enfrentar a briga que corre nos tribunais superiores. Nininho sabe que, na geopolítica do agronegócio e dos impostos, perder terra significa perder receita e influência, e o deputado não parece disposto a deixar o Pará levar a melhor nessa queda de braço geográfica. O encontro na ALMT servirá para municiar Mato Grosso com argumentos que vão além da topografia, tentando dar um fim à insegurança jurídica de quem vive na fronteira e não sabe se acorda em um estado e vai dormir no outro por conta de uma decisão de canetada.
Enquanto o Pará tenta avançar o sinal sobre o território vizinho, o Legislativo mato-grossense tenta mostrar que a porteira está bem trancada. A audiência pública promete ser o palco onde a “diplomacia do Cerrado” vai testar sua força, tentando evitar que o mapa do estado vire um quebra-cabeça incompleto. No fim das contas, a estratégia de Nininho é clara: em terra de Mato Grosso, quem dita a coordenada é o dono da casa, e qualquer tentativa de invasão cartográfica será respondida com a devida resistência burocrática e política.
