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Enquanto o cidadão rondonopolitano e o mato-grossense em geral tentam equilibrar as contas, a Aneel resolveu dar um empurrãozinho — para baixo — na saúde financeira de todo mundo. Mato Grosso acaba de garantir um lugar de destaque no “pódio do abuso”, ostentando o terceiro maior percentual de reajuste de energia entre os nove estados que sofrerão aumentos neste período. A autorização para o “tarifaço” não é apenas um número frio na planilha do governo, mas um golpe direto no poder de compra de quem já luta contra a alta dos preços em outros setores, transformando o ato de acender uma lâmpada em um exercício de luxo forçado.

O aumento da energia em solo pantaneiro é apontado como um dos grandes vilões que pressionarão a inflação oficial de maio. Ao ocupar a terceira posição no ranking nacional de reajustes autorizados, o estado demonstra que a eficiência operacional das concessionárias parece ser inversamente proporcional à piedade com o bolso do consumidor. É o efeito cascata em sua forma mais cruel: sobe a luz, sobe o custo de produção, sobe o preço no mercado e, no fim da linha, o contribuinte fica no escuro tentando entender como o seu salário continua estático enquanto a conta de energia resolveu bater recordes de altitude.

Com a inflação de maio já pedindo passagem, o reajuste elétrico em Mato Grosso serve para lembrar que, na economia nacional, o estado é protagonista até na hora de pagar as contas mais pesadas. Enquanto Brasília observa os índices subirem, o consumidor local prepara o espírito para um mês de maio onde a economia doméstica terá que ser feita no grito. A “medalha de bronze” conquistada no ranking dos reajustes é a prova de que, para o governo e para as agências reguladoras, o bolso do mato-grossense é um poço sem fundo que suporta qualquer descarga elétrica tributária e tarifária.