O asfalto de Tangará da Serra serviu de pista de pouso forçada para um motociclista que protagonizou um voo que nenhum passageiro gostaria de experimentar. O acidente, registrado por câmeras de segurança, mostra o momento em que a física entra em ação sem pedir licença: o embate contra um veículo de passeio foi o suficiente para transformar o piloto em um projétil humano, sendo catapultado sobre o metal antes de encontrar o chão de forma pouco amigável. A cena, que parece saída de um filme de ação com baixo orçamento, paralisou quem passava pelo local e provou que a lei da gravidade não perdoa nem mesmo no interior do estado.

Enquanto o carro seguia sua rota, a trajetória da moto foi interrompida de forma abrupta, demonstrando que na cadeia alimentar das avenidas, o para-choque de metal sempre ganha a discussão contra o para-choque de osso. O impacto foi tão seco que o corpo da vítima descreveu uma parábola perfeita no ar, parando apenas quando o meio-fio decidiu oferecer um abraço nada carinhoso. Equipes de socorro foram acionadas para lidar com os estragos da “decolagem” malsucedida, enquanto curiosos tentavam entender como um cruzamento banal se tornou o cenário de um acidente tão plástico e doloroso.

O condutor da moto, após seu breve momento de protagonismo aéreo, recebeu os primeiros cuidados sob o olhar atento de quem sabe que, no trânsito, a pressa é a principal patrocinadora desses voos sem passaporte. As imagens agora servem de alerta para os apressados de Tangará da Serra que ainda acreditam que a agilidade das duas rodas é imune às paradas repentinas impostas pelos quatro pneus alheios. No final das contas, o piloto descobriu da pior forma possível que, em Mato Grosso, o asfalto é sempre mais duro do que qualquer excesso de confiança.