A corrida sucessória rumo ao Palácio Paiaguás ganhou contornos de forte favoritismo. Uma nova pesquisa de intenção de votos realizada pelo instituto Real Time Big Data revelou que o senador Wellington Fagundes (PL) consolidou sua liderança na disputa pelo comando de Mato Grosso e, mais do que isso, desponta como o franco favorito para vencer as eleições em qualquer que seja o cenário de segundo turno. Os números mostram que a estratégia de oposição e a forte penetração do parlamentar no interior do estado estão sufocando o crescimento dos demais concorrentes.

No principal cenário estimulado do primeiro turno, Wellington aparece isolado no topo com 35% das intenções de voto. A vantagem é de expressivos 12 pontos percentuais sobre o segundo colocado, o senador Jayme Campos (União), que soma 23%. O atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tenta viabilizar seu projeto de continuidade no poder, amarga a terceira colocação com 19% da preferência dos eleitores, seguido por Natasha Slhessarenko (PSD) com 10%. Na rabeira do levantamento, aparecem Rafael Milas com 2% e Marcelo Maluf registrando 1%. Em uma segunda simulação, caso Jayme Campos seja retirado do tabuleiro, o favoritismo de Wellington se amplia ainda mais, fazendo o senador do PL saltar para 40% das intenções de voto.

A força eleitoral de Wellington Fagundes fica ainda mais evidente nas projeções diretas para a etapa decisiva do pleito. Em um eventual confronto de segundo turno contra o governador Otaviano Pivetta, Wellington venceria a disputa por um placar de 44% a 35%. Se o adversário na final for Jayme Campos, a distância se torna um abismo: 51% contra apenas 28% do clã de Várzea Grande. O senador também liquidaria a fatura em um embate contra Natasha Slhessarenko, aplicando uma goleada de 54% a 23%.

O instituto também testou a temperatura dos bastidores em cenários sem a presença do líder do PL na disputa, evidenciando a intensa briga particular que divide a base governista. Nesses cenários hipotéticos de vácuo, Otaviano Pivetta conseguiria derrotar Jayme Campos por 40% a 29%. Em contrapartida, se o duelo fosse entre a ala tradicional e a novidade, Jayme Campos apareceria à frente de Natasha Slhessarenko em um equilíbrio de 33% contra 29%. Os dados pautam o debate político e forçam os estrategistas palacianos a recalcularem urgentemente a rota, sob o risco de assistirem a uma vitória avassaladora da oposição na disputa estadual.