A noite de sexta-feira (19) no Distrito Industrial foi marcada por uma cena de guerra que prova, mais uma vez, que placas de sinalização não são meras sugestões. Por volta das 20h, o asfalto da Avenida Anselmo Cardinal tornou-se palco de uma tragédia evitável quando um motociclista, a bordo de uma Yamaha Fazer 250 azul, decidiu ignorar a sinalização de parada obrigatória na Avenida G. O resultado foi um encontro fatal com um caminhão bitrem que seguia descarregado, transformando a motocicleta em sucata e a vida do condutor em uma estatística dolorosa.

O impacto foi tão violento que desafiou as leis da física: tanto o corpo da vítima quanto a moto foram “cuspidos” pelo asfalto, parando a aproximadamente 50 metros do ponto de colisão. O motorista do caminhão, que trafegava no sentido ADM, relatou que ainda tentou uma manobra desesperada de frenagem e desvio, mas a massa do veículo pesado tornou o choque inevitável. O caminhão só conseguiu parar completamente próximo ao muro de uma empresa vizinha, enquanto o motociclista sofria o horror de fraturas expostas, traumatismo cranioencefálico e múltiplas lesões que tiraram qualquer chance de socorro. A morte foi constatada ali mesmo, no meio do entulho de peças e sangue.

Até o momento, o homem não foi identificado e permanece sem nome nos registros do IML, aguardando que algum familiar sinta sua falta. Já o motorista do bitrem, sentindo o peso da tragédia e, principalmente, o medo da fúria cega de populares que se aglomeravam no local, optou por uma retirada estratégica para garantir sua integridade física. Ele se apresentou voluntariamente na delegacia logo em seguida para relatar sua versão dos fatos. O caso agora está sob os cuidados da Polícia Civil, que deve usar a perícia para oficializar o óbvio: no embate entre a pressa e a sinalização, a morte foi a única vencedora no Distrito Industrial.