A Justiça de Mato Grosso colocou um ponto final em um caso de homicídio brutal que chocou o Norte do estado 17 anos atrás. O Tribunal do Júri da Comarca de Vera condenou Maria de Lourdes Pipper Peron, de 64 anos, e seus filhos, Adriano Peron, de 41, e Diomar Peron, de 37, pelo assassinato do produtor rural Adelfo Borghezan Peron, ocorrido em fevereiro de 2008.
Somadas, as penas chegam a 56 anos e 4 meses de reclusão, a serem cumpridas em regime fechado.
Crime Meticulosamente Planejado
Segundo a denúncia do Ministério Público (MPMT), o crime foi meticulosamente planejado e executado com extrema violência e frieza, motivado por disputa patrimonial e desentendimentos sobre a administração dos negócios da família.
O homicídio ocorreu na Chácara Santa Maria, na zona rural:
- Ataque Inicial: Adelfo, que dormia, foi inicialmente atacado pela esposa, Maria de Lourdes, que o feriu com três golpes de faca, atingindo o pulmão.
- Execução Cruel: Mesmo ferido, o produtor foi arrastado pelos filhos até um galpão, onde foi enforcado com uma corda, morrendo por asfixia mecânica.
- Tentativa de Fraude: Após a execução, os réus tentaram forjar um suicídio, limpando o corpo e o local do crime para enganar a polícia. Contudo, a perícia técnica comprovou que se tratava de homicídio.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. A nora de Adelfo, Tamires Paula Tonin, que também era ré no processo, foi absolvida por falta de provas sobre sua participação.
