A bancada de oposição na Câmara dos Deputados elevou a temperatura política em Brasília ao protocolar, nesta quarta-feira (25), pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo Lula. O grupo, liderado pela deputada Caroline de Toni (PL-SC), acusa os chefes das pastas de cometerem crime de responsabilidade ao ignorarem sistematicamente pedidos formais de informação previstos na Constituição Federal.
O mato-grossense Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, está no centro do alvo junto com nomes de peso como Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde). Segundo os parlamentares, pelo menos 54 requerimentos formais ficaram sem resposta dentro do prazo legal, o que caracterizaria omissão administrativa e tentativa de esconder dados do Legislativo.
A investida jurídica agora está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a oposição, a medida é um “dever funcional” diante do que classificam como desrespeito à lei por parte do primeiro escalão do governo. Caso os pedidos avancem, os ministros podem enfrentar processos que levam à perda imediata do cargo e à inelegibilidade, o que deve travar ainda mais a articulação do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
