A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi solicitada pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AP), dentro das investigações que apuram um esquema de desvios em repasses de benefícios para aposentados e pensionistas.
O nome de “Lulinha”, como é conhecido, surgiu no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Segundo as investigações, ele é apontado por depoentes como um possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, acusado de intermediar o esquema de débitos indevidos nas contas de segurados do instituto. Um ex-funcionário relatou à PF que o filho do presidente recebia uma suposta “mesada” de R$ 300 mil, valor que também foi citado em trocas de mensagens entre os investigados.
A sessão desta quinta-feira foi marcada por forte tensão e chegou a ser suspensa após um bate-boca e contato físico entre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo-RJ). Apesar da confusão, a oposição conseguiu articular a aprovação de 87 requerimentos em bloco, incluindo a convocação do ex-ministro João Roma e a quebra de sigilo do Banco Master. O presidente Lula tem afirmado publicamente que, caso qualquer irregularidade seja comprovada, o filho deverá arcar com as consequências legais.
