A morte trágica do menino Davi Almeida Franco, de 9 anos, atingido por uma linha com cerol em Várzea Grande, reacendeu o alerta sobre a lei estadual que proíbe a utilização, fabricação e comercialização de cerol ou qualquer material cortante para soltar pipa em Mato Grosso.

A Lei Estadual, sancionada em março de 2008, estabelece penalidades rigorosas para os infratores:

  • Primeira Infração: Multa de 10 Unidades Padrão Fiscais (UPFs), o que corresponde atualmente a R$ 2.524,60.
  • Reincidência: O valor da multa dobra, chegando a R$ 5.049,20.

Caso o infrator seja menor de 18 anos, o responsável legal deverá responder pela infração.

O cerol, uma mistura de cola com vidro em pó, e a linha chilena (composta por pó de quartzo e óxido de alumínio) são considerados altamente perigosos e capazes de provocar acidentes fatais, especialmente entre motociclistas, ciclistas e pedestres.

O Corpo de Bombeiros alertou para o aumento das ocorrências: em 2024, foram registrados 14 casos relacionados ao uso de cerol, contra apenas um em 2023. A corporação reforça que, além dos riscos fatais, as linhas cortantes podem danificar a rede elétrica, provocando incêndios.

A Polícia Civil investiga o caso da morte de Davi em Várzea Grande para identificar o responsável pela linha que causou a tragédia.