O senador Wellington Fagundes resolveu que a solução para a segurança nas instituições de ensino não está apenas no coldre do policial que faz a ronda, mas no monitoramento invisível e constante dos dados. Durante um encontro estratégico em Cuiabá, o parlamentar defendeu com unhas e dentes que o fortalecimento da inteligência é a única ferramenta capaz de antecipar a barbárie que tenta se instalar nas escolas de Mato Grosso, sugerindo que a prevenção tecnológica precisa ser o novo material escolar obrigatório. Para Wellington, não faz sentido apenas colocar viaturas na porta se o Estado não for capaz de ler os sinais de fumaça que agressores e grupos extremistas deixam nas profundezas da internet, agindo antes que o sangue manche o uniforme novamente.

A tese defendida pelo senador em solo cuiabano prega uma espécie de “arapongagem” institucionalizada, onde a integração entre as polícias Civil, Militar e Federal transformaria o ambiente acadêmico em uma rede de monitoramento digital. A ideia é que o rastreio de ameaças em redes sociais e fóruns obscuros funcione como um escudo invisível, neutralizando a intenção criminosa antes mesmo que ela se transforme em ação efetiva no pátio. No asfalto político da capital, a mensagem enviada por Fagundes é direta: ou o governo aprende a ser onipresente no mundo virtual para proteger o real, ou continuará apenas enxugando gelo e contando cartuchos deflagrados em locais que deveriam abrigar exclusivamente o aprendizado e a tranquilidade de quem estuda.