O cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos de uma renovação planejada com a consolidação do nome de Max Russi (Podemos) como um dos principais articuladores do estado. Atualmente na presidência da Assembleia Legislativa (ALMT), cargo para o qual foi eleito por unanimidade, Russi vem pavimentando um caminho que ultrapassa a mera busca pela reeleição ou por uma cadeira no Senado. Sua estratégia, tratada nos bastidores como uma “reserva estratégica” que entra em campo no momento decisivo, posiciona o parlamentar como uma força capaz de alterar o equilíbrio de forças entre os grupos tradicionais que orbitam o atual governo e as frentes de oposição.
A força política de Max Russi não se limita ao comando do Poder Legislativo. Como presidente estadual do Podemos, o deputado conduziu um processo de expansão partidária que resultou na filiação de cerca de 30 prefeitos e na estruturação de chapas competitivas para o Congresso Nacional. Essa capilaridade territorial, somada à sua habilidade de diálogo com diferentes vertentes ideológicas, confere ao parlamentar o perfil de um “player” que domina o tabuleiro das alianças. A construção de sua imagem como alternativa ao governo estadual é vista por analistas como um movimento calculado, onde o controle da pauta legislativa serve de vitrine para uma gestão focada em resultados e na mediação de conflitos institucionais.
No atual estágio das articulações, a figura de Russi aparece como o elemento de novidade dentro de um planejamento de longo prazo. Ao contrário de candidaturas que surgem do desgaste de gestões, o projeto do presidente da ALMT se sustenta na estabilidade e na entrega política, atraindo setores do agronegócio e do municipalismo que buscam uma liderança com trânsito livre em Brasília e Cuiabá. Com o fortalecimento do Podemos e o apoio de uma base sólida de prefeitos no interior, Max Russi deixa de ser apenas um nome na lista de sucessores para se tornar o fator de desequilíbrio que pode forçar um rearranjo completo nas principais chapas majoritárias de 2026.
