A Polícia Civil de Mato Grosso desvendou um esquema sofisticado de desvio de dinheiro que causou um prejuízo de mais de R$ 10 milhões à empresa Bom Futuro, uma das maiores e mais ricas companhias do agronegócio do país.
O principal suspeito é um servidor do setor de Recursos Humanos (RH) da própria empresa, cuja identidade não foi divulgada. Ele foi preso preventivamente nesta semana.
O Modus Operandi da Fraude
O esquema, investigado pela Polícia Civil, funcionava de maneira complexa e envolvia a simulação de pagamentos a prestadores de serviços:
- Criação de Notas Fiscais Falsas: O funcionário do RH era o mentor da fraude. Ele utilizava o sistema da empresa para gerar notas fiscais falsas em nome de prestadores de serviço que, na verdade, não haviam realizado nenhum trabalho para a Bom Futuro.
- Desvio de Verbas: As notas fraudulentas eram usadas para simular o pagamento desses serviços inexistentes. O dinheiro era, então, desviado para contas sob o controle do suspeito.
- Vantagem da Função: A posição do servidor no setor de RH era estratégica para a fraude, pois ele tinha acesso e autonomia para manipular os dados e as ordens de pagamento.
Vida de Luxo e Ostentação
Segundo o delegado responsável pelo caso, o dinheiro desviado era utilizado pelo suspeito para ostentar uma vida de luxo em Cuiabá, incompatível com seu salário.
A investigação da Polícia Civil continua para determinar a extensão total dos valores desviados e se há a participação de outros funcionários ou de empresas laranjas no esquema. O servidor está preso e à disposição da Justiça.
