A Eletrobras deu início aos reparos em quatro drenos que apresentaram falhas funcionais na estrutura da Usina Hidrelétrica de Colíder, no norte de Mato Grosso. A intervenção ocorre após a conclusão de um diagnóstico técnico que confirmou as “anomalias” na barragem.
As irregularidades foram detectadas em agosto, forçando a Eletrobras e a Copel a reduzirem o nível do reservatório artificial. O rebaixamento provocou o esvaziamento de áreas do Rio Teles Pires e resultou em impactos ambientais e econômicos estimados em R$ 100 milhões, segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
As obras, que começaram no final de setembro e devem se estender por outubro, consistem no preenchimento dos vazios dos drenos com argamassa coloidal, um material considerado seguro. A Eletrobras afirmou, em nota, que a ação tem caráter preventivo e corretivo, garantindo que a usina permaneça estável e operando dentro dos padrões de segurança.
O MPMT acompanha o caso de perto, cobrando medidas de reparação pelos prejuízos ambientais e econômicos causados aos municípios da região. A expectativa é que, com o fim dos reparos e a chegada do período chuvoso, o nível do reservatório seja gradualmente restabelecido.
