Segundo o site Poder 360 Graus, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sentiu o peso do isolamento que a decisão do Governo Americano começa a provocar na sua vida particular e profissional. Isso porque ao solicitar apoio dos seus pares, pedindo a assinatura de todos em uma carta em sua defesa, o ministro deve seu pedido negado por mais da metade dos seus colegas de toga.
Mas o isolamento dentro do STF não parou apenas na carta, convidados a participar de um jantar com o presidente Lula (PT), apenas cinco outros ministros compareceram: Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Faltaram André Mendonça, Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.
Fachin, por sinal, teria comparecido a contragosto e só foi ao Planalto porque será em dois meses o próximo presidente do STF. Ainda segundo o site a presença de Fachin se deu por razões institucionais, pois ele teria considerado inadequado se ausentar, já que Alexandre de Moraes será seu vice.
Todo o imbróglio só não ficou pior ainda, pois o ministro e presidente do STF, Luís Roberto Barroso, assinou uma nota institucional em tom neutro, que nem sequer mencionou os Estados Unidos e a decisão de incluir Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky.
