Se você achou que o feriado de Tiradentes terminaria com boas notícias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tratou de “iluminar” seu pessimismo. Em decisão proferida nesta quarta-feira (22), a agência autorizou o reajuste tarifário anual da Energisa Mato Grosso, garantindo que o consumidor sinta um calor extra no bolso com um aumento médio de 6,82%. A medida, que já entra em vigor após a publicação oficial, atinge mais de 1,7 milhão de residências e empresas em 141 municípios, provando que em Mato Grosso o custo de vida é o único que tem energia de sobra.

O “presente” da Aneel é democrático, mas dói mais em quem produz: enquanto as residências terão um reajuste de 5,12%, o setor industrial e os grandes consumidores de alta tensão levarão um golpe de 10,42% nas planilhas de custo. Segundo a agência, a culpa do aumento é o “custo da compra de energia” e os encargos do setor, como a famosa Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) — aquele fundo que o cidadão paga sem nunca ver o retorno, exceto no valor final da fatura.

Com projeções de que a luz suba até 8% ao longo de 2026, o governo federal ensaiou medidas para conter o impacto, mas tudo acabou “submergindo” em discussões burocráticas, deixando o mato-grossense entregue à própria sorte (e à própria vela). Enquanto a economia tenta se recuperar, a Energisa e a Aneel mostram que, no tabuleiro do setor elétrico, o consumidor é sempre o último a saber e o primeiro a pagar a conta de um sistema que parece ter curto-circuito na hora de oferecer modicidade tarifária.