Enquanto o governo de Mato Grosso parece estar mais preocupado em “brigar” com a hierarquia militar e com a Assembleia Legislativa, Rondonópolis respira um ar — literalmente — mais saudável. A Secretaria Municipal de Saúde informou oficialmente que a cidade não registrou nenhum caso de meningite até o momento em 2026. O dado coloca o município como uma espécie de ilha de segurança em um mapa estadual que começa a ficar pintado de vermelho pela negligência do governo de Otaviano Pivetta, que prefere focar em cálculos eleitorais para 2026 enquanto a doença avança silenciosamente em outras regiões do estado.

A ausência de casos em solo rondonopolitano não é obra do acaso, mas sim de uma estrutura de vigilância que parece estar operando em uma sintonia que o governo estadual desconhece. Enquanto o governador em exercício se perde em ataques ao setor de eventos e em acusações sem provas contra parlamentares, a saúde local mantém o monitoramento rigoroso, garantindo que o surto que já causou mortes e dezenas de internações em Mato Grosso não atravesse as divisas do município. É o contraste nítido entre quem foca no atendimento à ponta e quem usa a cadeira de governador apenas como um ensaio para o próximo pleito.

Para a população de Rondonópolis, o comunicado traz um alívio que o estado, sob a gestão interina, não consegue oferecer. Com as seis mortes já contabilizadas pelo governo estadual em outras localidades, a eficiência local serve como uma crítica silenciosa, mas poderosa, à inércia do Palácio Paiaguás. Enquanto Pivetta se ocupa em nomear sargentos para mandar em oficiais e criar crises artificiais, a saúde de Rondonópolis prova que o trabalho sério é o único remédio eficaz contra surtos e epidemias. Resta saber se o governador terá a humildade de aprender com o município ou se continuará priorizando seu projeto de poder enquanto a saúde pública estadual permanece na UTI.