O tabuleiro político de Rondonópolis ganhou novas peças — e um novo brilho — nesta semana com a filiação oficial da vereadora Kalynka Meirelles e da secretária de Promoção e Assistência Social, Alessandra Ferreira, ao Podemos. O evento, que reuniu a cúpula do partido e lideranças locais, selou a movimentação de duas das principais vozes femininas da direita rondonopolitana para a base liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. A manobra retira as duas lideranças de suas antigas órbitas partidárias e as coloca no centro de um projeto que visa as eleições de 2026, utilizando a sigla como plataforma para consolidar a influência do grupo na região Sul.

A chegada das “duas forças”, como foram classificadas nos discursos oficiais, não é apenas um movimento ideológico, mas o desfecho de uma negociação pragmática que já vinha sendo pavimentada nos bastidores. No caso de Kalynka, a mudança de legenda ocorreu sob a luz de garantias de infraestrutura, reforçando que, no cenário atual, a ideologia caminha melhor quando acompanhada por ordens de serviço e pacotes de obras. Alessandra Ferreira, que acaba de inaugurar a Superintendência da Mulher, chega ao Podemos para dar o tom social à legenda, garantindo que o partido tenha capilaridade tanto no canteiro de obras quanto no acolhimento direto às famílias.

Para Max Russi, o “sim” das duas lideranças representa a ocupação de um espaço estratégico no maior colégio eleitoral do interior do estado. Ao abrigar Kalynka e Alessandra, o Podemos se posiciona como um fiel da balança nas próximas disputas, unindo o discurso conservador à entrega administrativa da atual gestão municipal. O movimento é lido como uma demonstração de força que tenta blindar o grupo contra avanços de oponentes, restando agora observar se a convivência no novo ninho partidário será tão fluida quanto o asfalto que selou o acordo de filiação. Enquanto as fichas são assinadas, a direita rondonopolitana se reorganiza, provando que o “Podemos” do nome da sigla, no contexto local, é um verbo que se conjuga no ritmo das conveniências e das entregas estruturais.