Rondonópolis começou 2026 mostrando que, quando o assunto é balança comercial, a cidade não aceita nada menos que o topo do pódio. No primeiro bimestre do ano, o município consolidou sua liderança absoluta em Mato Grosso, enviando para o exterior nada menos que US$ 442,2 milhões em produtos. O desempenho, que representa um salto de 28,2% em relação ao mesmo período do ano passado, coloca a “Capital do Agronegócio” em uma posição de destaque nacional: Rondonópolis é hoje a 14ª maior exportadora de todo o Brasil. Enquanto outros centros ainda tentam se equilibrar nas incertezas econômicas, o parque agroindustrial local acelera, respondendo por quase 10% de tudo o que o estado produz para o mundo.
O “passo a passo” desse sucesso financeiro revela uma dependência — e uma competência — estratégica em cadeias produtivas consolidadas. O farelo de soja lidera a lista de embarques, seguido de perto pelo grão in natura, algodão, milho e carne bovina. No tabuleiro internacional, a China continua sendo o parceiro comercial inseparável, abocanhando 35% de tudo o que sai dos silos e frigoríficos rondonopolitanos. Mas a pujança não se resume ao que sai; o município também lidera as importações estaduais, movimentando US$ 98,2 milhões, principalmente em fertilizantes vindos do Canadá. No fim das contas, a balança comercial fechou com um superávit invejável de US$ 344 milhões, provando que o fluxo de caixa da cidade está mais saudável do que nunca.
Para a gestão municipal, sob o comando do prefeito Cláudio Ferreira, os números são o troféu de uma política voltada à industrialização e à atração de novos investimentos. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Wesley Lopes, atribui o resultado à infraestrutura logística diferenciada que conecta o Centro-Oeste aos portos e mercados globais. Com o crescimento batendo na casa dos 38,9% apenas no mês de fevereiro, Rondonópolis não apenas lidera as estatísticas, mas reafirma seu papel de locomotiva econômica de Mato Grosso, garantindo que o emprego e a renda da população sigam o rastro bilionário deixado pelas colheitadeiras e pelos trens que cortam a região.
