A tentativa de curtir uma sombra debaixo de uma árvore no bairro Rui Barbosa terminou em “xeque-mate” para um velho conhecido da polícia rondonopolitana. Ao avistar a viatura do Grupo de Apoio, o sujeito tentou testar suas habilidades de fuga, mas acabou grampeado e com uma desculpa criativa na ponta da língua. Afirmou aos policiais que os hematomas no rosto e no corpo eram fruto de um tombo de bicicleta dias atrás e que só fugiu porque estava “esquecendo” de ir ao Fórum para assinar o ponto mensal.
A “falta de memória” faz todo sentido para quem tem a agenda tão lotada de compromissos com a Justiça. O currículo do suspeito é extenso e mostra que ele é um profissional da área: a caminhada começou em 2015, quando bateu ponto na delegacia com dois furtos e uma ameaça. Em 2017, ele decidiu diversificar e adicionou mais um furto e um porte de arma à coleção. Sem sinais de aposentadoria, seguiu a trilha em 2020 e 2021 acumulando lesões corporais, novas ameaças e mais furtos, fechando seu ciclo de serviços prestados em 2022 com outra subtração.
Desta vez, a escapada de bicicleta não foi suficiente para esconder o mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Criminal. Com o “atleta” devidamente conduzido à 1ª Delegacia, a vizinhança do Rui Barbosa ganha um refresco e o sistema prisional recebe de volta um de seus clientes mais assíduos. Agora, resta ao suspeito explicar ao juiz se a queda da bicicleta dói mais do que o peso de uma ficha criminal que não para de crescer.róxima chamada do juiz.
