O sonho de fazer um “dinheiro fácil” transportando a chamada “supermaconha” virou pesadelo na noite desta segunda-feira (16) para uma passageira identificada apenas pelas iniciais L.S.C. Durante uma fiscalização de rotina no km 211 da BR-364, ponto estratégico de repressão ao tráfico em Rondonópolis, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interromperam a rota de um ônibus interestadual que fazia a linha Cuiabá x Brasília. A mulher, que pretendia faturar 3 mil reais com o transporte do entorpecente, acabou vendo o lucro derreter diante da perspicácia policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita começou a “tremer na base” assim que os federais subiram no veículo. O nervosismo excessivo e as respostas desconexas sobre o motivo da viagem ligaram o sinal de alerta da equipe. Ao verificarem o compartimento de bagagens, os policiais localizaram a mala vinculada à passageira. Dentro dela, o motivo de tanta ansiedade: dez tabletes de skunk, pesando aproximadamente 10,5 quilos. O skunk é conhecido por ter um valor de mercado muito superior à maconha comum devido ao alto teor de THC, o que torna a apreensão um prejuízo considerável para o crime organizado.

Aos prantos ou por falta de alternativa, a mulher confessou que havia buscado o “presente” em Cuiabá e que o destino final seria a cidade de Mineiros, no interior de Goiás. Ela se recusou a dar detalhes sobre quem entregou a droga ou quem a receberia no destino final, mantendo a lei do silêncio típica dessas operações “delivery”. A “mula” do tráfico foi retirada do ônibus sem escalas para a Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis, onde responderá por tráfico interestadual de drogas, crime que prevê penas severas e que, certamente, não compensa o valor do frete prometido.