Um estudo alarmante do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) aponta que o Brasil pode enfrentar, em média, 12 dias de racionamento de água por ano até 2050, como consequência das mudanças climáticas, do crescimento populacional e da falta de planejamento hídrico. A crise será mais severa no Centro-Oeste e no Nordeste.
O levantamento revela que, no cenário mais crítico, as regiões do Nordeste e Centro-Oeste podem superar a marca de 30 dias de racionamento anual. A situação de Mato Grosso e de outros estados do Centro-Oeste é particularmente preocupante, pois a região concentra o agronegócio e está sob a influência do fenômeno climático La Niña, que tende a provocar estiagens prolongadas.
Falta de Planejamento
O estudo do IEMA alerta que a frequência dos racionamentos será determinada não apenas pelo clima, mas também pela falta de gestão e investimento em infraestrutura hídrica e saneamento básico. A crise é resultado de um modelo de desenvolvimento que não considerou a sustentabilidade dos recursos naturais.
O racionamento afeta diretamente a saúde pública, a agricultura e a economia. O alerta do IEMA reforça a urgência de políticas públicas voltadas à conservação hídrica, ao reuso de água e ao investimento em infraestrutura para evitar que a população enfrente cortes no fornecimento de água nas próximas décadas.
