O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente o Governo Federal após o pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que resultou no adiamento da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 na Comissão Mista de Orçamento (CMO). A sessão, marcada para terça-feira (14), foi transferida para quarta-feira (15).
Para Fagundes, a atitude é uma “retaliação” do governo pela derrota na Câmara da Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“É inaceitável que o governo trate o Parlamento como adversário. O Congresso apenas cumpriu o seu papel ao rejeitar mais um aumento de imposto. Agora, por frustração de receita, o ministro tenta pressionar e adiar a LDO, como se o erro fosse dos parlamentares,” afirmou o senador.
Crítica à Política Econômica
Fagundes defendeu que o ajuste fiscal deve vir pelo corte de despesas e pela boa gestão, e não pela elevação de tributos. Ele ressaltou que a economia de Mato Grosso e de outros estados produtores já carrega um peso tributário excessivo.
O senador elogiou a postura do presidente da CMO, Efraim Filho, e reiterou que a oposição será vigilante: “O que não podemos aceitar é a interferência política e o uso da LDO como instrumento de barganha fiscal. O Brasil precisa de previsibilidade, não de improviso.”
A LDO é crucial para os estados, pois define as metas para o ano seguinte e garante a segurança na liberação de recursos federais e emendas parlamentares para investimentos em infraestrutura, saúde e educação.
