A Polícia Federal (PF) colocou as algemas para funcionar em mais uma investida certeira contra os ratos de colarinho branco que sangram os cofres da Previdência Social. Os agentes federais deflagraram uma nova fase da operação que mira uma organização criminosa especializada em arquitetar fraudes milionárias na concessão de aposentadorias e benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ofensiva cumpre diversos mandados de busca e apreensão e de prisão, expedidos pela Justiça Federal, com o objetivo de estancar o prejuízo aos cofres públicos e colher provas contra os mentores do esquema.

O rastro do crime envolve a participação de intermediários, os chamados “coiotes”, e servidores públicos corruptos que facilitavam o acesso aos sistemas internos da autarquia. De acordo com as investigações da PF, a quadrilha utilizava documentos falsificados, criava vínculos empregatícios fantasmas e adulterava o tempo de contribuição de pessoas que sequer tinham direito ao benefício, furando a fila do INSS de forma criminosa. Em troca, os golpistas cobravam propinas pesadas e retiam os primeiros pagamentos retroativos das aposentadorias liberadas ilegalmente.

O impacto financeiro do golpe é devastador e contribui diretamente para o rombo nas contas da Previdência, dinheiro que deveria ser destinado ao trabalhador que contribuiu honestamente a vida inteira. Além da caça aos envolvidos, a Justiça Federal determinou o bloqueio imediato de bens, contas bancárias e o sequestro de veículos e imóveis dos investigados, uma tentativa de garantir o ressarcimento do patrimônio público que foi dilapidado pelo bando.

Com o material apreendido nesta nova fase, os peritos da Polícia Federal pretendem rastrear a extensão do esquema e identificar outros servidores e falsos beneficiários que compraram as facilidades oferecidas pela quadrilha. Os envolvidos na armação devem responder por crimes graves como estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, as penas somadas podem fazer os líderes do bando trocarem a vida de luxo sustentada pela fraude por longos anos atrás das grades.