A Federação Interestadual dos Policiais Civis da Região Centro-Oeste (Feipol-Con) manifestou oposição formal à nomeação de um sargento da Polícia Militar para uma função de chefia na Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT). A crítica da entidade fundamenta-se na tese de que a escolha ignora os pilares de hierarquia e disciplina, ao colocar um integrante de patente inferior em posição de coordenação sobre oficiais e delegados de carreira.
Em comunicado oficial, a federação sustentou que o respeito às graduações é essencial para a manutenção da ordem interna nas instituições de segurança. Para o grupo, a nomeação de um sargento para postos que tradicionalmente exigem qualificações de oficiais superiores ou delegados de classe especial cria uma distorção administrativa. A entidade alega que essa configuração pode desestimular os quadros técnicos e provocar conflitos institucionais entre as polícias Civil e Militar, comprometendo a fluidez das operações integradas.
O posicionamento da federação amplia o debate sobre os critérios de escolha para cargos comissionados dentro da estrutura do Governo de Mato Grosso. Enquanto a administração estadual utiliza a prerrogativa de livre nomeação baseada na confiança técnica e política, as associações de classe reivindicam que a ocupação de vagas estratégicas siga rigorosamente a meritocracia e a organização hierárquica das corporações. O governo ainda não apresentou uma manifestação oficial em resposta aos questionamentos levantados pela Feipol-Con.
