O cruzamento das avenidas Jacarandás e Juremas, no bairro Jardim Botânico em Sinop, serviu de galeria para uma performance artística que nem o mais ousado escultor conseguiria planejar. No último domingo, uma motocicleta Honda vermelha decidiu que o asfalto era comum demais e resolveu se fundir a um Toyota Corolla, ficando cravada em posição perfeitamente vertical na lataria do veículo. A cena bizarra atraiu curiosos que tentavam entender como as leis da física permitiram que a moto permanecesse “em pé”, espetada no carro como se fosse um acessório de fábrica mal instalado.

Apesar da plástica impressionante do acidente, o motociclista provou ter mais sorte do que juízo, sendo socorrido pelo Corpo de Bombeiros apenas com ferimentos leves, o que sugere que ele deve ter uma conta aberta com algum santo protetor dos pilotos. Enquanto ele seguia para o atendimento médico, a Polícia Militar cuidava da burocracia e descobria que, além de desafiar a gravidade, a motocicleta também desafiava o Código de Trânsito Brasileiro com a documentação atrasada. O resultado da “exposição” foi a moto recolhida ao pátio e o motorista do Corolla liberado para processar o susto e o prejuízo estético em seu automóvel.

A dinâmica da colisão ainda será oficialmente apurada, mas as imagens da motocicleta imóvel no ar já circulam como um lembrete de que, no trânsito de Sinop, a criatividade dos acidentes não tem limites. O episódio entra para o folclore das ocorrências locais como o dia em que o ferro foi mais forte que a lógica, deixando para os envolvidos a tarefa ingrata de explicar para a seguradora como uma moto Honda virou um enfeite de capô vertical. No final das contas, o prejuízo material e a dor de cabeça com os documentos vencidos foram o preço a pagar por esse breve e doloroso momento de protagonismo nas manchetes policiais.