O “serviço” de recuperação judicial do Grupo Nossa Senhora Aparecida, comandado por Raijan Cezar Mascarello, Vitor Mascarello e Francieli Mascarello, acaba de ganhar um “vigia” oficial. O juiz Márcio Aparecido Guedes nomeou um fiscal independente para monitorar as contas da família, que tenta renegociar uma dívida de R$ 180 milhões. A acusação é de que os produtores estariam mantendo uma vida de luxo cinematográfica e investindo pesado em corridas de Porsche, enquanto os credores esperam pelo pagamento. O Ministério Público aponta que a blindagem patrimonial incluiu até a criação de uma empresa com R$ 80 milhões em bens às vésperas do pedido judicial, levantando suspeitas de que a crise no campo não é tão grave quanto parece.

Por outro lado, o escritório Frange Advogados, que faz a defesa do grupo, não ficou calado e rebateu as acusações ponto a ponto. Os advogados sustentam que o “estilo de vida” criticado é compatível com a história da família e que a participação de Raijan Mascarello em competições de automobilismo não consome recursos das empresas em recuperação, sendo custeada integralmente por patrocinadores externos. A defesa alega ainda que o rombo de R$ 180 milhões foi causado por quebras de safra reais em Rondônia e que as manobras societárias citadas foram apenas reorganizações legais. Em Mato Grosso, a briga agora sai das pistas de corrida e vai para a ponta do lápis do fiscal judicial, que terá a missão de descobrir se o grupo está realmente em crise ou se apenas acelerou demais na ostentação.