O clima de final de ano em Rondonópolis não amoleceu o coração — e muito menos a vigilância — das forças de segurança. Nas últimas horas, uma visitante que tentava entrar na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, a famosa Mata Grande, descobriu da pior maneira que o Papai Noel da segurança pública usa farda e tem alta tecnologia. Durante a inspeção de rotina, o escâner corporal da unidade, que não se deixa enganar por “bondade de Natal”, detectou algo estranho na anatomia da mulher. Ao ser confrontada, ela percebeu que a “casa caiu” e retirou voluntariamente o pacote que pretendia entregar ao seu “querido” detento.
O entorpecente, que deveria servir para animar a festa clandestina dentro da cela, acabou virando prova material para o flagrante. A mulher foi prontamente detida e encaminhada à Central de Flagrantes da Polícia Civil, trocando a visita íntima por um depoimento nada romântico à autoridade policial. Essa ocorrência se soma ao balanço da Operação Final de Ano, que já colocou o 5º Batalhão da PM e as delegacias da Civil em alerta máximo. O recado foi dado: quem tentar levar materiais ilícitos para dentro do sistema prisional nesta semana de festas corre o sério risco de passar o Réveillon dividindo a marmita com quem pretendia visitar.
Além do flagrante na Mata Grande, a madrugada em Rondonópolis foi de blitzes e patrulhamento intensivo nas principais avenidas comerciais e bairros periféricos. A meta das autoridades é clara: tolerância zero para facções e para aqueles que insistem em misturar álcool e direção antes mesmo das ceias. Com o aumento do fluxo de pessoas e dinheiro nas ruas, a polícia local avisa que o único “presente” garantido para quem andar fora da linha será uma estadia gratuita (porém nada luxuosa) nos fundos da delegacia. O clima pode ser de festa, mas no boletim de ocorrência, a letra continua sendo de ferro.
