Uma inovação promissora na área de segurança e saúde pública foi desenvolvida por Rayana Fernanda dos Santos Silva, estudante de engenharia biomédica do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Ela criou o “Safe Sip” (“Gole Seguro”), um copo ecológico capaz de indicar a adulteração de bebidas com substâncias perigosas, como metanol ou drogas dopantes.

O copo utiliza um mecanismo de reação química visual simples e discreto. Em seu interior, há uma fita gelatinosa, feita com antocianinas (pigmentos naturais de compostos vegetais), que reage a alterações de pH causadas por contaminantes. A reação é rápida, ocorrendo em 15 segundos, e não interfere no sabor ou aparência da bebida.

  • Identificação Visual: A fita, originalmente roxa, muda de cor dependendo da contaminação:
    • Amarelo Neon: Presença de metanol (adaptação feita após a alta de casos de intoxicação no Brasil).
    • Rosa: Presença de drogas sedativas (como GHB, cetamina e benzodiazepínicos), usadas em golpes do “Boa Noite, Cinderela”.

A professora e orientadora Maysa Costa Alves explicou que o intuito é detectar a presença de substâncias dopantes, independentemente da sua fórmula exata, por meio da variação do pH.

O projeto original focado em drogas dopantes ganhou o primeiro lugar em complexidade técnica na Feira Tecnológica do Inatel (Fetin) de 2024. A tecnologia foi adaptada pela startup Green Byte Solution, da própria Rayana, para a detecção de metanol, devido aos 73 casos de intoxicação e 22 mortes registrados no Brasil neste ano.

O copo é feito de plástico biodegradável, degradando-se em até seis meses, reduzindo o impacto ambiental.

O próximo passo é patentear o estudo para que o “Safe Sip” chegue ao mercado em larga escala, tanto para grandes eventos quanto para consumidores domésticos. Segundo o professor Wanderson Eleutério Saldanha, o copo tem um potencial de mercado muito grande, oferecendo tranquilidade e contribuindo com a saúde pública.