A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar o desvio bilionário de R$ 6,3 bilhões de aposentados, encerrou seus trabalhos de 2025 com uma vitória decisiva para o Palácio do Planalto. Em uma sessão marcada por acordos e articulações de última hora, a base governista conseguiu rejeitar todos os requerimentos de convocação de figuras políticas importantes, incluindo o de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, e do ministro da AGU, Jorge Messias (indicado ao STF). A blindagem foi garantida por um placar apertado, no qual a oposição não conseguiu votos suficientes para forçar os depoimentos.

O resultado do colegiado frustrou a oposição, que acusava Lulinha de ter recebido uma “mesada” do lobista “Careca do INSS”, operador central da fraude. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), concluiu o relatório sem indiciar nenhuma figura do alto escalão do governo, focando a responsabilização em “laranjas” e empresários de menor expressão. A oposição acusa o governo de sabotar a investigação para impedir que o escândalo de corrupção se aproxime do Planalto. O debate sobre o escândalo, no entanto, deve ser retomado em 2026, quando o Senado decidirá sobre a aprovação de Jorge Messias para o STF.