A Shein, gigante chinesa do varejo online e do fast fashion, inaugurou sua primeira loja física permanente do mundo em Paris, na França, nesta quarta-feira (5). A abertura, no entanto, foi marcada por protestos de ativistas contra a moda descartável e uma grave polêmica envolvendo a venda de bonecas sexuais que remetem a crianças.

A loja está localizada em um bairro nobre da capital francesa. O evento de inauguração, que deveria ser uma celebração do avanço da marca para o varejo físico, foi ofuscado por manifestações de grupos que denunciam a Shein por baixo custo de mão de obra e impacto ambiental da produção em massa.

A crise mais grave, porém, envolveu a venda de bonecas sexuais que se assemelham a crianças. O produto, que estava disponível no e-commerce da empresa, gerou forte reação de entidades de defesa dos direitos humanos e de proteção à criança, que exigiram a remoção imediata dos itens.

A Shein retirou as bonecas de sua plataforma após a repercussão negativa e emitiu uma nota afirmando que os produtos foram incluídos na loja sem o devido controle.

O incidente na inauguração em Paris demonstra o desafio das empresas de varejo online ao migrarem para o ambiente físico, onde o escrutínio público e as exigências éticas e ambientais são maiores. A empresa enfrenta agora uma crise de imagem em um dos mercados mais exigentes do mundo.