Mato Grosso registrou a segunda morte por intoxicação por metanol. Uma mulher de 42 anos, moradora de Itanhangá, morreu no Hospital Regional de Sorriso após ter sido internada com suspeita de intoxicação pela substância tóxica. Ela estava na UTI, entubada e recebia um antídoto específico.
A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde de Itanhangá, Bruno Félix, nesta sexta-feira (21).
O Consumo da Bebida Adulterada
A vítima e o genro, de 26 anos, passaram mal após ingerirem um uísque comprado em um supermercado da cidade no domingo (2).
- Sintomas: Na segunda-feira (3), ambos apresentaram sintomas semelhantes aos de uma ressaca.
- Agravamento: O quadro da mulher evoluiu rapidamente com gravidade, levando à internação e, posteriormente, ao óbito.
O genro recebeu alta, mas a vítima de Itanhangá é o segundo óbito confirmado no estado. A primeira morte, confirmada pela SES-MT em 13 de novembro, foi de uma paciente de 30 anos, de Várzea Grande.
Alerta Máximo
A intoxicação por metanol, muitas vezes causada pela adulteração de bebidas alcoólicas, é perigosa porque, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira permanente ou a morte.
O médico e toxicologista Sandro Benites reforça a atenção para sintomas que surgem horas após o consumo de bebida, como alterações ou perda da visão, náusea, vômitos e dor de cabeça intensa. Em caso de suspeita, deve-se procurar imediatamente uma unidade de urgência.
