O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), movimento que gerou uma resposta institucional imediata e de alto custo por parte do Senado. A escolha do nome de confiança de Lula, preterindo o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), frustrou as articulações do senador Davi Alcolumbre (União-AP). Em um gesto de retaliação política, Alcolumbre, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pautou projetos considerados “pautas-bomba” que contrariam o Executivo e podem gerar um impacto bilionário nas contas da União.
O principal projeto pautado por Alcolumbre após a indicação de Messias é um que trata da contratação e aposentadoria especial de agentes de saúde. Estimativas conservadoras apontam que a medida pode custar até R$ 21 bilhões aos cofres públicos, desestabilizando o esforço fiscal do governo. A ofensiva do presidente do Senado é vista por analistas como uma clara demonstração de força contra o Planalto, reforçando que, embora a indicação para o STF seja prerrogativa presidencial, a aprovação do nome de Messias na sabatina da CCJ e no plenário será um processo turbulento e de alto risco. A polêmica cresce no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebra o fim do “tarifaço” de Trump aos produtos brasileiros, mostrando que a economia avança, mas a política institucional está em ebulição.
