O clima esquentou nos bastidores da eleição para a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) para o quadriênio 2025/2029. A chapa “Federação Para Todos”, liderada pelo empresário João Dorileo Leal, protocolou um pedido formal de impugnação contra a chapa concorrente, “Unidos Pelo Avanço do Futebol Matogrossense”, encabeçada por Diogo Fernando Pecora de Amorim. O documento, recheado de acusações, aponta desde inelegibilidade por cargos conflitantes até indícios de fraude documental na hora do registro. O ponto mais crítico da denúncia recai sobre a composição da diretoria da chapa de situação. Segundo a impugnação, o candidato a presidente, Diogo Amorim, estaria inelegível por não ter renunciado formalmente ao cargo de Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MT), apresentando apenas um pedido de afastamento sem protocolo válido, o que fere o regulamento que exige vacância do cargo.
A artilharia jurídica se volta também contra o candidato a vice-presidente, Francisco Schertel Ferreira Mendes. A denúncia expõe que ele é membro do Comitê Disciplinar da FIFA e sócio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), entidade que possui um contrato de prestação de serviços com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A acusação sustenta que isso configura um conflito de interesses explícito e violação da Lei Pelé, já que ele teria vínculos comerciais diretos com a entidade máxima do futebol nacional enquanto tenta assumir a federação estadual. Além disso, a impugnação aponta uma falha que beira o amadorismo ou a má-fé: membros do Conselho Fiscal teriam apresentado documentos com assinaturas digitais datadas de horários posteriores ao protocolo oficial da chapa. Ou seja, a chapa foi registrada às 13h22, mas documentos essenciais só foram assinados digitalmente quase uma hora depois, o que configuraria fraude processual eleitoral.
Outro vice-presidente, Bruno Sevilha Manfio, foi apontado como sócio ativo do Primavera Esporte Clube, o que também é vedado pelo estatuto, além de ter apresentado certidões criminais incompletas. Diante do volume de irregularidades apontadas, a chapa de oposição pede o indeferimento total do registro dos rivais e solicita que o caso seja remetido ao Ministério Público Estadual e Federal para apuração de possíveis delitos, incluindo abuso de poder.
