Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) volta a ser foco da Polícia Civil. O servidor Rodrigo Moreira de Figueiredo, de 27 anos, que atuava como assessor jurídico com salário de R$ 9 mil, foi preso novamente nesta quarta-feira (26) por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas sintéticas.

A prisão de Rodrigo, que mora em um edifício de luxo no bairro Goiabeiras, é um dos alvos da Operação Vertigem, deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá e no Rio de Janeiro (RJ).

A Operação Vertigem é um desdobramento da Operação Doce Amargo, que já havia prendido Rodrigo no ano passado pelo mesmo crime.

  • Drogas Negociadas: A rede de tráfico é especializada na venda de drogas sintéticas como Ecstasy, MDMA e LSD (conhecidas popularmente como “bala”, “roda” e “doce”), além de substâncias como “loló”, lança-perfume e clorofórmio.
  • Modus Operandi: A Polícia Civil teve acesso a prints de mensagens em que Rodrigo afirmava a compradores ter drogas de “boa qualidade e preço baixo” disponíveis sempre que quisessem.
  • Fornecedor Internacional: A investigação identificou que o principal fornecedor da rede é um traficante de Cuiabá que, atualmente, envia as drogas para a capital mato-grossense a partir do Paraguai.

Nas redes sociais, o servidor do TJMT ostentava uma vida de luxo, apresentando-se como advogado, empreendedor e investidor em bitcoins e criptomoedas.

A Polícia Civil está cumprindo nove mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar. O servidor foi levado à delegacia e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.