O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL-MT), afirmou estar preparado para liderar o Executivo estadual. Em entrevista nesta segunda-feira (13), Fagundes enfatizou o municipalismo como a marca de sua atuação política e defendeu uma gestão voltada diretamente às pessoas, à segurança pública e ao equilíbrio entre arrecadação e investimentos sociais.

“Eu sei o que é a vida do cidadão, olho as pessoas, e é assim que quero fazer um governo,” declarou o senador, lembrando que sua reeleição como o segundo mais votado do Brasil em 2022 demonstra o reconhecimento de seu trabalho.

Fagundes reconheceu os avanços na infraestrutura do governo Mauro Mendes, mas ressaltou que Mato Grosso agora precisa investir mais em segurança pública e na valorização do servidor público, como no pagamento integral e parcelado da Revisão Geral Anual (RGA).

Adotando um tom conciliador, ele destacou que sua política é baseada na criação de consensos, afirmando que sempre trabalhou com respeito e que não se apega a ideologias partidárias na hora de construir alianças.

O senador demonstrou preocupação com o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na Baixada Cuiabana e com os impactos ambientais na região Norte, citando a mortandade de peixes no Rio Teles Pires.

Ele defendeu uma política de Estado para o Pantanal que seja “conservada, produtiva e não apenas preservada”. Fagundes propôs envolver a Embrapa, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e a Universidade Federal em estudos profundos para ordenar o uso sustentável do bioma. O parlamentar lembrou que o Estatuto do Pantanal, de sua autoria, já foi aprovado no Senado para ajudar nessa ordenação.

Ao final da entrevista, o senador criticou o Governo Federal, acusando-o de descumprir compromissos com os municípios e de prejudicar estados exportadores como Mato Grosso com a reforma tributária. Segundo Fagundes, a nova regra penaliza cidades de Mato Grosso, que não são grandes centros de consumo, na redistribuição das receitas.