A logística de escoamento de grãos de Mato Grosso está enfrentando um novo desafio: a superlotação do Porto de Miritituba, no Pará, principal rota de exportação da soja mato-grossense para o mercado global. O congestionamento no porto tem forçado os produtores a estocar a safra em armazéns e, principalmente, em silos-bolsa nas fazendas.

A situação ocorre em um momento crucial, com o início do plantio da safra 2025/2026, e reacende o alerta sobre o déficit de capacidade de armazenagem do estado, que não consegue acompanhar o ritmo da produção recorde.

O acúmulo de grãos em Miritituba é causado pela combinação de fatores:

  1. Volume Recorde: Mato Grosso, líder nacional na produção de soja, continua a despejar volumes recordes de grãos nos portos.
  2. Infraestrutura Limitada: O modal hidroviário, embora eficiente, tem limitações na capacidade de recebimento do porto, gerando gargalos.
  3. Atraso no Escoamento: O tempo de espera para descarregamento das barcaças e navios tem aumentado, atrasando toda a cadeia logística.

O excesso de estocagem nas fazendas, por sua vez, aumenta os riscos de perdas de produto e a vulnerabilidade da safra, além de impactar o planejamento financeiro dos produtores. O cenário reforça a necessidade urgente de investimentos em ferrovias e na ampliação da capacidade portuária e de armazenagem em Mato Grosso.