A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Raspadinha do Crime, para desarticular um esquema milionário de exploração de jogos de azar usado para financiar uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios do estado. A ação cumpre 111 ordens judiciais e bloqueou mais de R$ 1,1 milhão em contas bancárias ligadas ao grupo.
A operação, coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), atua simultaneamente em mais de 30 municípios, incluindo Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Sinop.
O Esquema Milionário
As investigações revelaram que a facção criou um falso empreendimento de raspadinhas instantâneas, que simulava uma empresa legítima e movimentou mais de R$ 3 milhões em apenas seis meses.
O esquema era altamente estruturado, com hierarquia e divisão de funções:
- Núcleo Estratégico (em Cuiabá): Coordenava o fluxo de recursos e definia as estratégias financeiras.
- Núcleo Operacional (em mais de 20 cidades): Responsável por vender os bilhetes, recolher o dinheiro e registrar a contabilidade local, mantendo o anonimato dos líderes da facção.
O delegado Antenor Pimentel destacou que o objetivo da operação é desmantelar esse braço econômico da facção que utilizava o disfarce de empresa para lavar dinheiro e ampliar suas fontes de arrecadação. A ação faz parte do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso.
