A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) emitiu um alerta epidemiológico sobre a crescente incidência de malária no estado. Entre janeiro e setembro de 2025, foram registrados 553 casos da doença em 23 municípios, sendo que 513 (mais de 92%) são considerados autóctones, ou seja, a transmissão ocorreu dentro do próprio território estadual.
O aumento é motivo de preocupação, especialmente devido à dispersão populacional em áreas de garimpo ilegal, o que contribui para a expansão da doença para novos territórios.
Municípios Mais Afetados
Dois municípios do norte do estado concentram a maior parte dos casos autóctones:
- Aripuanã: Lidera com 139 casos (27,1% do total).
- Colniza: Com 63 ocorrências (12,3% do total).
Outras cidades com número significativo de notificações incluem Pontes e Lacerda, Rondolândia, Vila Bela da Santíssima Trindade, Peixoto de Azevedo e Conquista D’Oeste.
Fatores de Risco e Prevenção
A SES-MT destaca que a alta mobilidade populacional em áreas de transmissão ativa e a atividade garimpeira aumentam a vulnerabilidade das comunidades.
O órgão reforça a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica, o diagnóstico precoce por meio de testes rápidos (TDR) e o tratamento imediato. Além disso, medidas de controle vetorial, como a distribuição de mosquiteiros impregnados e a pulverização residual, devem ser fortalecidas em áreas prioritárias. A sífilis tem cura.
