A Copa do Mundo de 2026, que será a maior da história com 48 seleções e sediada em três países, já tem sua bola oficial: a Trionda. O nome, que une “tri” (três países-sede: Canadá, México e Estados Unidos) e “onda” (referência à famosa “ola” de torcedores), carrega a mensagem de união da competição. A bola é tricolor (azul, vermelho e verde) e traz símbolos dos três países em seu design, como a estrela americana, a folha de bordo canadense e a águia mexicana.

A Adidas, responsável pela criação, considera a Trionda uma peça de engenharia projetada para aumentar o espetáculo dos jogos. Segundo Sam Handy, gerente-geral da empresa, a bola deve melhorar o desempenho dos jogadores e, consequentemente, o número de gols.

“É a bola mais precisa que já construímos. Há muito mais áreas em relevo na bola. Essas fendas profundas que percorrem a bola aumentam as características de voo e o desempenho,” explica Handy. A tecnologia faz com que a bola mantenha um padrão de voo previsível, o que permite aos jogadores um controle mais preciso em dribles e finalizações, além de ser a bola “mais rápida” já feita pela empresa.

O grande diferencial tecnológico da Trionda está no seu interior: um novo sistema de chip lateral. O sensor de movimento com unidade de medição inercial (IMU de 500Hz) envia dados precisos em tempo real para o VAR, prometendo acelerar e dar mais precisão às decisões de arbitragem.

O diretor de tecnologia da Adidas, Hannes Schaefke, destaca que o chip, desenvolvido em colaboração com a Kinexon, é essencial para os árbitros. “A tecnologia calibra automaticamente a linha de impedimento para que eles não precisem ir manualmente quadro a quadro para determinar quando uma bola está sendo jogada, ou mesmo para detectar um toque de mão,” afirma. A tecnologia pode, inclusive, ajudar a identificar cada toque individual na bola, reduzindo o tempo gasto para resolver incidentes.

Embora carregada de tecnologia para o campo, a versão de jogo da Trionda não será comercializada, reforçando sua exclusividade para o evento.