Mato Grosso enfrenta um período de estiagem e já completa 28 dias sem registro de chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A situação preocupa, já que a umidade relativa do ar segue em níveis críticos, principalmente em cidades como Cuiabá e Rondonópolis.
A última chuva no estado foi registrado no dia 24 de junho deste ano.
Segundo a Climatempo, índices de umidade podem cair para 21% em algumas regiões e até 12% em áreas mais críticas, o que configura estado de alerta para a saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O ar seco pode provocar problemas respiratórios, alergias, irritações nos olhos e na pele, além de afetar diretamente o sistema imunológico.
Além do ar seco, o calor também se intensifica. Em Cuiabá, por exemplo, a amplitude térmica, diferença entre a mínima e a máxima do dia pode chegar a 20°C, com previsão de mínima de 15°C e máxima de 35°C. Esse padrão deve se repetir até o fim da semana.
Com o ar seco e praticamente sem ventos, a qualidade do ar em Mato Grosso está cada vez mais comprometida. A baixa umidade dificulta a dispersão de poluentes, que ficam concentrados próximos ao solo e agravam os efeitos da poluição.
“Em cidades como Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças e Alto Araguaia, o cenário é de atenção máxima. A poluição aliada ao tempo seco pode piorar quadros de doenças pulmonares”, destaca o Climatempo.
Cuidados
Outro fator de alerta é o índice de radiação ultravioleta (UV), que está considerado muito alto em todo o estado. Com dias ensolarados e sem nuvens, a orientação é reforçar os cuidados com a exposição ao sol:
- Use protetor solar com FPS alto;
- Dê preferência a roupas de manga longa;
- Hidrate-se com frequência;
- Evite exposição direta ao sol das 10h às 16h;
- Use óculos escuros e chapéu.
