Em uma ação contínua iniciada nas primeiras horas da manhã, a Força Tática do 4º Comando Regional de Rondonópolis desferiu um duro golpe contra o funcionamento de jogos de azar e a exploração de caça-níqueis na cidade. A operação, que se estendeu até a tarde, resultou na apreensão de inúmeras máquinas ilegais e na prisão de um indivíduo diretamente ligado ao esquema, que operava até mesmo como oficina de manutenção para os equipamentos clandestinos.
De acordo com o Tenente Coronel PM Cândido, comandante da Força Tática, a ação teve início por volta das 10h da manhã, quando a guarnição comandada pelo Sargento Tavares (Tático 1) recebeu uma denúncia anônima. A informação indicava que uma pessoa estaria escondendo máquinas caça-níqueis no bairro João Antônio Fagundes, fornecendo inclusive o endereço exato.
Ao chegarem ao local, os policiais constataram a veracidade da denúncia. Após o arrombamento da porta, a equipe encontrou diversas máquinas caça-níqueis. Algumas estavam inteiras, outras desmontadas ou em processo de montagem, sugerindo que o local funcionava não apenas como depósito, mas também como oficina para manutenção e preparo dos equipamentos.
No interior do imóvel, além das máquinas de caça-níqueis, a Força Tática encontrou máquinas de cartão que, segundo o Tenente Coronel Cândido, provavelmente eram utilizadas por contraventores do jogo do bicho, embora não estivessem ativas no momento da abordagem. Um caderno de anotações e uma conta de luz com o nome de uma pessoa que estaria desaparecida também foram localizados, levantando a suspeita de que a mesma seria proprietária ou responsável pela guarda do maquinário. A polícia já possuía indícios dessa ligação.
Durante a confecção do boletim de ocorrência na Primeira Delegacia de Polícia, por volta das 13h, um áudio de uma denúncia anônima chegou à Força Tática. No áudio, um indivíduo identificado como “Rúbio” afirmava ser o proprietário e responsável pelos jogos de azar, alegando que havia fugido de Rondonópolis (e do estado de Mato Grosso) após sofrer uma tentativa de homicídio dias antes. Ele mencionava que outras pessoas se responsabilizariam pelos jogos. “Por esses não”, enfatizou o Tenente Coronel Cândido, referindo-se à apreensão de todo o material.
A repercussão da matéria na imprensa local gerou uma nova denúncia. Desta vez, a informação indicava que uma tabacaria na região do Padre Lote estaria operando uma máquina de caça-níqueis em pleno funcionamento. A equipe da Força Tática se deslocou ao local e confirmou a irregularidade. A máquina estava ligada e o proprietário confessou o crime, abrindo o equipamento e revelando cerca de R$ 22 em seu interior, que foram apreendidos.
O proprietário da tabacaria, que não possuía passagens anteriores pela polícia, foi detido e levado para a Primeira Delegacia de Polícia. Com ele, foram encontrados bilhetes de raspadinha, também considerados jogos de azar ilegais sem autorização para comercialização, e alguns dichavadores de maconha. O Tenente Coronel Cândido informou que o homem ganhava 15% de todo o valor arrecadado com a máquina ilegal.
Todos os materiais apreendidos — máquinas de caça-níqueis, dichavadores, raspadinhas e dinheiro — foram entregues à Primeira Delegacia de Polícia, reforçando o compromisso da Força Tática no combate às atividades ilegais e na garantia da segurança da população.
