Fonte: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O  deputado federal Coronel Assis (PL) atacou as declarações do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, demonstram uma grave desconexão entre o Executivo e o Legislativo. Durante sua fala, Assis citou as palavras do presidente: “Se eu não for à Suprema Corte, eu não governo mais o País. Cada macaco no seu galho”.

“Com essa frase, o Presidente da República acaba de dizer que só governa o nosso País através do STF. Isso é uma vergonha para o Executivo Federal”, afirmou o deputado, ressaltando a importância do Congresso Nacional na condução do país. Para Assis, a falta de diálogo do governo com os parlamentares compromete a democracia e o funcionamento das instituições.

O deputado destacou que, na Câmara, existem 513 representantes eleitos pelo povo, além dos 81 senadores no Senado, e criticou a postura de Lula de governar “na tora, no decreto, sem debate, sem freio”. “Isso é um absurdo, Sr. Presidente! Até quando o Congresso vai aguentar esse tipo de coisa?”, questionou, ao lamentar a comparação feita pelo presidente entre os parlamentares e “macacos”.

Assis também chamou a atenção para uma pesquisa recente que avaliou a relação do governo com o Congresso. Os dados revelaram que 51% dos parlamentares consideram essa relação negativa, enquanto 30% a avaliam como regular. Apenas 18% afirmaram que a interação entre o Executivo e o Legislativo é boa. “Isso é um absurdo”, enfatizou o deputado.

Além disso, a pesquisa indicou que 57% dos parlamentares não acreditam na aprovação da agenda de Lula, enquanto 36% disseram que aprovariam. Para Assis, esses números refletem a fala “extremamente discriminatória e autoritária” do presidente, que, segundo ele, já teria perdido a conexão com o povo e com os Poderes da República.

“Essa turma governa o País com chantagem institucional. O Brasil não é um feudo, senhoras e senhores. O Brasil não é de partido nenhum. O Brasil tem três Poderes, e nenhum deles está acima da Constituição”, concluiu o deputado, fazendo um apelo por um governo que respeite as instituições democráticas.