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Depois de um ano de ocorrências climáticas extremas e outros fatores que levaram a uma queda considerável no faturamento, o segmento de máquinas agrícolas brasileiras espera voltar a elevar as vendas, mas uma retomada plena somente deve ocorrer em 2027, projeta Pedro Estevão, presidente da câmara que representa o setor na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O fator mais determinante para essa conta, segundo ele, é a elevada produção recente de soja e milho, culturas que representam cerca de 60% da demanda por equipamentos e tecnologias no campo. Com matéria-prima de sobra, a remuneração ao produtor diminui, assim como a disponibilidade dele em fazer novos investimentos.

A expectativa para 2025 é de que as vendas consolidem um faturamento de R$ 66 bilhões, 8% acima dos R$ 61 bilhões registrados em 2024, quando a baixa foi de 20%, e semelhante ao resultado de 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19.

Ainda assim, o valor está longe do potencial de vendas do mercado. Em 2022, o setor bateu recorde ao faturar R$ 97 bilhões.

Para este ano, embora o clima favoreça a produção, um dos pesos contrários na balança é a elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia que passa dos 14% e que pode levar a uma indexação de 20% ao ano para a aquisição de crédito nos bancos – isso, fora das linhas de financiamento do Plano Safra, ainda não anunciado para o período que vai até 2026 e praticamente esgotado para este semestre.  

Outro fator é a falta de expansão de áreas de plantio, o que já ocorreu em anos anteriores.