Motoristas de Cuiabá estão sentindo no bolso o aumento no preço dos combustíveis registrado nesta última semana. O litro da gasolina passou de R$ 6,19 para R$ 6,39, enquanto o etanol subiu de R$ 3,99 para R$ 4,19, reajuste de cerca de 5%, o que representa em média R$ 0,20 a mais por litro.
O vigilante Revener Almeida Costa diz estar indignado e confessa que, para ele, abastecer virou um exercício de paciência e cálculo.
“A cada 10 ou 5 centavos que aumenta é R$ 1 justo para o nosso bolso. Hoje tá difícil manter um automóvel. Combustível caro, mercado caro… tudo está caro ultimamente. Até onde vamos parar com isso?”, questiona.
O operador de processos químicos Marcelo Xavier do Espírito Santo também demonstra insatisfação.
“A gente fica assustado com o valor. Graças a Deus trabalho, mas não tem jeito: a gente precisa abastecer, só que todo dia o preço sobe.”
Segundo o coordenador de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado do Procon-MT, Ivo Vinícius Firmo, quando o consumidor suspeitar de aumento abusivo, é fundamental guardar a nota fiscal e denunciar.
“O Procon vai notificar os postos para que justifiquem o aumento. Se não houver comprovação de que é uma prática normal de mercado, eles serão multados com base no Código de Defesa do Consumidor.”
Para trabalhadores que dependem do carro, como o motorista de aplicativo Isac Alves, o novo valor pesa ainda mais no orçamento.
“Eu coloco R$ 30 e não dá para nada. No dia, vai R$ 150 ou R$ 200 de combustível. A gente acaba trabalhando praticamente de graça.”
O Sindipetróleo informou em nota que não se posiciona sobre preços e variações nos postos e reforçou que o mercado é livre e competitivo, cabendo a cada distribuidora e revendedor decidir como precificar.
