A Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT) e o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MT) deflagraram na manhã desta quinta-feira (4) a Operação Fake Export, uma ofensiva de grande escala contra uma organização criminosa que utilizava a simulação de exportações de grãos para sonegar tributos estaduais. O esquema, que movimentou mais de R$ 86 milhões em impostos não recolhidos, mirou empresários e laranjas que forjavam a venda de soja e outras commodities ao exterior. A fraude é classificada como o “golpe da exportação”, no qual as empresas simulavam o processo de venda internacional para se beneficiarem da isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) prevista para exportações, sem que as mercadorias chegassem de fato a outros países.

A operação cumpriu 48 medidas judiciais em Mato Grosso e visou tanto empresas fictícias quanto o núcleo operacional da quadrilha. O Cira-MT, composto por PJC, Sefaz e Ministério Público, afirma que o objetivo é reaver o dinheiro desviado do erário e desarticular o núcleo criminoso. A fraude expõe o risco de crimes de colarinho branco que se aproveitam da grandeza do agronegócio de Mato Grosso para cometer desvios, prejudicando a economia formal do estado.

O nome da operação, “Fake Export” (Exportação Falsa), foi escolhido pela Polícia Civil e pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-MT) para descrever a natureza do golpe investigado. O esquema se baseava na simulação de vendas de commodities (como a soja) para o exterior — ou seja, criava-se uma “exportação falsa” — para que as empresas pudessem se beneficiar ilegalmente da isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que é concedida às exportações reais. Na prática, a quadrilha forjava documentos de venda internacional, driblava o fisco estadual e vendia os grãos no mercado interno, lesando o estado em milhões de reais em sonegação fiscal.