As forças de segurança de Mato Grosso intensificaram as ações de fiscalização e repressão contra a adulteração de bebidas alcoólicas no estado. Em outubro, foram realizadas pelo menos oito operações em municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Barra do Garças, Água Boa, Nova Xavantina e Querência.

As ações são uma resposta direta aos casos recentes de intoxicação por metanol (substância altamente tóxica) no país e em Mato Grosso.

A força-tarefa conta com a participação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil, Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica), vigilâncias sanitárias e órgãos fiscalizadores. O objetivo é fechar fábricas clandestinas e monitorar pontos de venda, garantindo a segurança dos consumidores.

O Coronel Fernando Augustinho, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), destacou que a atuação integrada aumenta a eficiência e a celeridade das ações.

“A Politec, por exemplo, realiza a análise de rótulos, tampas e do próprio produto adulterado, gerando provas para as investigações,” explicou o coronel.

As investigações começaram após pessoas passarem mal na região do Araguaia, e a Polícia Civil identificou que o fornecedor era uma distribuidora em Várzea Grande, onde mais de 7 mil garrafas de whisky foram retidas. O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, reforçou que a perícia é fundamental para identificar, com precisão científica, a presença do metanol e interromper a cadeia de distribuição de produtos adulterados.