A guerra interna na base governista pelo controle do Palácio Paiaguás ganhou contornos de pura hostilidade e baixaria de bastidor. Em uma declaração devastadora que implodiu qualquer rastro de diplomacia partidária, o senador Jayme Campos (União Brasil) atacou duramente a articulação do vice-governador Otaviano Pivetta para contrair um empréstimo internacional de R$ 1,5 bilhão junto ao Banco Mundial. Sem poupar o aliado de sigla, o cacique varzeano ridicularizou o projeto financeiro e o comportamento político de Pivetta na condução do Estado, classificando a movimentação de bastidores de forma folclórica e impiedosa como uma verdadeira “conversa de bêbado para delegado”.

A fúria de Jayme Campos expõe o rastro de descontentamento de uma ala robusta do União Brasil, que enxerga na busca por recursos bilionários uma manobra puramente eleitoreira para inflar a pré-candidatura do vice-governador ao Governo de Mato Grosso. O senador questionou a real necessidade de endividar as contas públicas em um montante tão expressivo no atual cenário econômico, sugerindo que o projeto carece de transparência, planejamento técnico e debate real com as bases aliadas. Ao carimbar a proposta com termos pejorativos, Jayme manda um recado claro de que o grupo político que orbita a Assembleia Legislativa e as prefeituras do interior não vai chancelar de olhos fechados as imposições financeiras do comitê de Pivetta.

A artilharia pesada escancara que o racha na base aliada chegou a um ponto de não retorno e promete transformar a disputa interna em um campo de batalha sangrento. Lideranças partidárias avaliam que as declarações de Jayme Campos servem para enfraquecer o ritmo de Pivetta no mercado político, pavimentando o rastro para que outros nomes testados em pesquisas — como o do senador Wellington Fagundes — ganhem ainda mais musculatura diante da desunião governista. Enquanto os estrategistas do Palácio tentam abafar o impacto do ataque e articular uma defesa técnica para o empréstimo, a oposição aproveita o tiroteio na cúpula para emparedar a gestão, provando que o União Brasil caminha fragmentado para a convenção partidária mais imprevisível da história recente do estado.