O avanço avassalador das investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master provocou uma reação de puro pânico no núcleo duro do Palácio do Planalto. Em um movimento interpretado nos bastidores de Brasília como um verdadeiro pedido de socorro institucional, a defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) acionou as pressas o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da manobra jurídica é tentar barrar os desdobramentos da operação policial que mirou o parlamentar baiano, em uma tentativa desesperada de congelar o rastro de provas antes que o desgaste contamine de forma irreversível a governabilidade e os planos eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A petição protocolada na corte máxima do país tenta desqualificar a competência das instâncias inferiores e criar um cordão de isolamento jurídico ao redor do líder do governo. Conforme revelado pelo Poder360, os advogados de Wagner buscam travar o compartilhamento de dados e anular relatórios técnicos da PF que expuseram mensagens explícitas de cobrança de vantagens e o uso de familiares para a ocultação de patrimônio milionário. Para analistas políticos, a correria aos gabinetes do STF evidencia que a defesa técnica esgotou seus argumentos plausíveis na planície e agora depende de um salvo-conduto político da cúpula judicial para evitar o pior.
Nos corredores do Congresso Nacional e nos comitês partidários, o gesto de Jaques Wagner acendeu o sinal de alerta máximo e escancarou a fragilidade do governo. O temor real dos articuladores do Planalto é de que os relatórios telemáticos da PF funcionem como um rastilho de pólvora, detonando novos mandados de busca e apreensão no rastro do duto financeiro que ligava o banqueiro Daniel Vorcaro à cúpula petista. Isolar Wagner e abafar o caso tornou-se a prioridade número um dos bombeiros institucionais do governo, que assistem à paralisia das pautas legislativas enquanto o líder da bancada foca todas as suas energias na própria sobrevivência jurídica.
Com o pedido de liminar agora sob a análise dos ministros do Supremo, a oposição promete aumentar a pressão e cobrar celeridade e imparcialidade do tribunal. A tática governista de recorrer ao tapete vermelho do STF ao menor sinal de avanço das forças de segurança pública reforça, para a opinião pública, o sentimento de impunidade e o uso político dos mecanismos de controle. Sem conseguir desmentir o teor devastador das mensagens interceptadas, o grupo de Jaques Wagner e o comitê de Lula aguardam a decisão judicial com a corda no pescoço, sabendo que qualquer vazamento adicional pode decretar o xeque-mate na credibilidade que ainda resta à atual gestão.
